TOP 10 | Os Melhores Games Narrativos e Contextuais

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Resolvi trazer aqui para o blog os melhores games que joguei até agora. Levei em consideração épocas de minha vida que esses foram importantes, pois o contexto as vezes é melhor do que uma nota técnica, por algo que lhe diverte. Mesmo que há nota e uma ordem regressiva, talvez muitos podem não concordar — E até quero que não concordem — Mas há logica nessas posições, logo o porque será explicado a cada game. Então irão entender.

Boa leitura…


10 – The Walking Dead: The Game (Season 01)

Eu ainda não havia voltado a jogar. Eu tinha parado na geração PlayStation 2 e possuía um PC fraco. Mas conhecer a Telltale Games foi bom, pois possibilitou de jogar esse que foi um dos games do ano daquela época, logo foi o meu primeiro GoTY do qual fechei a primeira temporada, sem ter jogado as outras. Foi uma boa experiência para ficar marcado aqui na décima posição, um contexto de “olha, ainda da tempo de voltar a ser gamer” e por isso sendo importante para os próximos colocados.

Nota: 7,3

Quer saber mais sobre a Telltale Games?! DÊ O PLAY!

9 – The Last of Us

Você tá louco, Diego?!”. Talvez esse foi seu pensamento ao ver a posição desse game; “O Jogo da minha vida“, parafraseando o Jovem Nerd. Mas sim, ele foi parar na nona posição, pois como eu disse, não importa o número que se segue, mas sim que faz parte dos meus dez jogos preferidos de todos os tempos, até agora, tornando-se importante por mostrar para mim que os jogos eletrônicos podem contar boas histórias e entreter de forma completa tal qual seria um filme ou uma série.

Podem até mesmo ler meu artigo sobre aqui nesse link: “O Monstro dentro de Nós“. Esse titulo, assim como todos os outros mudaram a minha forma de pensar e agir com relação a todos esses jogos. De forma narrativa, apresentada para mim em outro jogo que também estará nesse Top 10. Não vou falar muito, pois em breve você — Caro leitor — Entenderá! Mas fica ai duas palavrinhas para te por a pulga atrás da orelha: “Contexto e Narrativa“.

Nota: 8,4

8 – Shadow of the Colossus

O mais recente que joguei e mesmo sem fechar ocupa a oitava colocação. Sempre ouvi falar dele; Esse que é um jogo que foi produzido na era do PS2 e que só agora no PS4 que tive a oportunidade de adquirir.

Algo que fez ficar fascinado; A narrativa contida em jogos. Sou escritor e amo o poder que a narrativa tem e de como ela se diferencia nos games e esse usa muito bem essa dinâmica em seu gameplay. Cada Colosso enfrentado há uma história que por menor e simples que seja é incrível. Não existe apenas Puzzles e Enormes “Bosses“. Há uma história profunda e triste por trás de tudo.

Nota: 8,5

7 – Horizon Zero Dawn

Esse que foi momeado por mim como o Meu GoTY de 2016. Meu game do ano e sim, amo esse jogo pois eu esperava por seu lançamento até antes mesmo de comprar um PlayStation 4 e, comprei por causa desse jogo.

Sou uma pessoa que primeiro de tudo, gosto de protagonistas femininas fortes e a identificação com a história de Aloy foi enorme para mim. A criação da mesma é igualmente incrível, tanto que vocês podem ler aqui, dois artigos sobre o game.

Leia mais:”A Narrativa de Horizon Zero Dawn” e “A Jornada de Aloy

Horizon possui uma ótima história com uma narrativa incrível que se mescla ao gameplay, algo que irei abordar mais para a frente e que explico melhor nos dois antigos que postei o link ali em cima. O que você ainda ta fazendo aqui que não clicou neles?!

Um universo gigantesco que te faz querer explorar e uma reação física da personagem aos ambientes do jogo que te faz ficar de boca aberta. Fora a vontade mutua de continuar a jogar e descobrir mais sobre a protagonista e quem ela é. Está na sétima posição, mas nunca será menos importante que os demais.

Nota: 8,5

6 – The Witcher 3: Wild Hunt

Outro que adquiri recentemente e mesmo sem fechar tornou-se mais um a esquadrar meu TOP 10. E tudo isso graças ao Horizon Zero Dawn que de uma vez por todas despertou minha curiosidade para o RPG de mundo aberto.

Baseado na obra literária de Andrej Sapowisk, o universo de The Witcher pode ser traduzido como uma “Terramedia” com culhões, por abordar alta fantasia com uma história adulta e até erótica.

Tal qual a nossa sexta posição, você quer saber mais sobre a história do game e de seu protagonista. Ir de encontro a cada missão e também missões paralelas somente para explorar o vasto mundo. Pois assim como Horizon, há subquests tão boas quanto a da história principal. E se você me perguntar qual a melhor parte do jogo; A sequencia do Barão Sanguinário é a melhor até então.

Nota: 8,6

5 – Celeste

Antes que joguem ovos em mim. Saibam que amo esse jogo indie e ele marou o meu ano de 2019. pelo simples fato de abordar temas que passei ultimamente. “Crises de Ansiedade”, “Depressão” e aquela sensação de que você não fez nada na vida. Só que diferente de um jogo chamado “Stay” — Temos artigo também — Ele não te deixa para baixo com a sua gameplay, ao contrário, ele te mostra o quão você deve continuar tentando e jamais desistir.

Leia mais: “Eu não vou desistir!

Celeste é uma grande metáfora para a vida. Pois sempre estaremos subindo uma montanha enorme e perigosa, com caminhos que não sabemos, mas que podemos passar por eles e que os erros, são apenas falhas que nos fazem ficar espertos para no futuro supera-las. E que mesmo que você quase alcance o topo e caia, é só se levantar e começar de novo, pois o recomeço é algo normal.

4 – Kingdom Hearts 2

Ainda na era PS2 eu tive acesso a fusão entre Square e Disney, que resultou nessa franquia de jogos de sucesso. Mas o que tem aqui é muito mais do que isso. Jogar Kimgdom Hearts para mim foi o fim e o inicio de uma nova era. A minha passagem de fato da fase jovem para adulta. Muitas lembranças tenho da época que joguei, logo está na lista pela minha memória emotiva.

O segundo titulo eu jogava quando ainda tinha tempo. Estava de ferias da faculdade — Fazia Artes Cênicas na época — Minha finada a avó materna (que Deus a tenha) estava em casa, ela já fazia exames de rotina, operações e minha mãe cuidava dela. Me lembro como se fosse ontem; Lutando contra o gênio do mal que era o Jafar — Matando na base do tapete, tinha mais nada a se fazer a não ser da-lhe Keyblade na cara — Então parei de jogar, pois iriamos na feirinha de sexta que estava tendo aqui perto de casa. Comer pastel, tomar uma cerveja (Sim, eu já tinha 18 anos). Eram outros tempos, e uma das melhores lembranças da minha vó. Acredito que filmes, games, livros e até mesmo musica fazem parte de um contexto muito maior. Por mais que muitos possam odiar algo assim, ele é diferente quando inserido num contexto único.

Nota: 9,3

3 – Crisis Core: Final Fantasy VII

Não poderia faltar um game de PSP. Pois apesar de não ter tido um console da geração passada, pelo menos tive um portátil da Sony para “sanar” parte de um gamer. Tudo por que eu queria MUITO jogar esse jogo e mais uma vez o contexto me apresentou-o. Pois na época do famigerado Orkut, conheci uma comunidade de Final Fantasy onde conheci parte dos meus melhores amigos. Falávamos muito de sobre a saga em questão, incluindo esse titulo que estava em pré-produção.

Assim que foi lançado e com o portátil em mãos pude jogar e tive bons momentos ao mesmo tempo que passava por maus bocados — Algo que posso especificar, talvez em outro artigo — mas lembro-me de jogar na casa da minha tia a prestes passos de fechar o jogo. E a alegria e tristeza que senti, pois era um final complicado. — Você sabe o que irá acontecer, não pode fazer nada e ainda assim chora pelo final. É uma história muito boa, você se apega ao personagem e entende o sacrifício dele, tanto que após os créditos ele trás um ponto de esperança que é a ideia de continuar a ver a aventura no jogo original Final Fantasy VII. Isso porque Crisis Core é considerado a prequel do sétimo titulo da franquia.

Nota: 9,3

2 – Uncharted 4: A Thief’s End

E chegando ao segundo colocado, que quase foi o primeiro se eu não escolhesse outro aos 45‘ do segundo tempo. A razão — Talvez! — De eu ter voltado a fase gamer de minha vida, pois com a compra do PlayStation 4, veio esse titulo. O primeiro que joguei na nova geração e assim como tudo em minha vida tem um contexto, ele igualmente fez parte de bons momentos que passei. Dessa vez por conta de um novo recomeço em minha vida. Esse que vem sendo difícil e a passos rasos.

Leia mais: “O que é ser um gamer: O Grupo com o qual eu me identifico“.

Mas bem, Uncharted foi o primeiro titulo jogado no novo console e também o primeiro da franquia que joguei. Não me arrependo e raramente faço algo assim, mas esse em questão foi curioso de ter feito. Primeiro por que o epilogo final do jogo te faz querer voltar e jogar os games anteriores, parece que a empresa Naughty Dog, sabendo que teria novos players, simplesmente colocou aquela cena ali somente par a dizer; “Olha, temos uma trilogia anterior, aventuras novinhas em folha para você“. E claro que tudo isso por conta da narrativa do game, algo que que começou a permear a minha mente nesse jogo.

A narrativa é algo que para mim é 40% de uma game. Por que é ela que deve ter sentido para com o gameplay. Te da a imersão exata e foi isso que senti ao jogar, como se estive mergulhado de vez na jogatina e me tornado o personagem. Falo um pouco mais disso nesse antigo vídeo do meu canal.

São vários momentos em que Uncharted 4 me faz mergulhar na trama, mas esse que foi o que eu nomeei como a parte mais linda de um game, simples e com tanto a acrescentar.

Pegamos por exemplo o inicio do jogo. O game te coloca dentro de uma prisão e a primeira coisa que estamos fazendo é um combate singular contra um detento. Assim aprendemos os macetes de combate do jogo. Sem aquela ideia chata de um tutorial forçado que te tira da imersão narrativa do jogo. Tal qual somos apresentados num prólogo com o Nathan criança; Além de apresentar mais sobre a história do protagonista — Para quem ainda não havia jogados os anteriores — Também somos introduzidos ao Sam, irmão mais velho do principal que que nunca fora mencionado anteriormente. Uma história do passado dos irmãos e a última aventura deles quando o mais velho é dado por morto.

São coisas simples, necessárias e que precisam esta dentro do jogo. Algumas empresas te fazem engolir certas coisas de qualquer jeito, outras te fazem aprender dando mais ainda imersão ao jogo.

E hoje se eu estou escrevendo nesse blog, é por causa desse jogo que me fez querer estudar com afinco a forma de narrativa contida nas produções da Cultura Pop.

Nota: 10,0

1 – Chrono Trigger

Para chegar em primeiro lugar, esse jogo eletrônico precisa ter convencer e muito. Mas ele quase não entrou no Top 10. E só está aqui por que ele fez tudo isso dito nos anteriores, antes de todos. Sem falar que foi desenvolvido pelo Dream Team: Hironobu Sakaguchi (produtor da série Final Fantasy), Yuji Horii (diretor da série de jogos Dragon Quest), Akira Toriyama (criador de mangás famosos, como Dragon Ball e Dr. Slump), o produtor Kazuhiko Aoki e Nobuo Uematsu (músico de Final Fantasy).

Simplesmente unir tantas mentes criativas para criar um jogo novo, poderia dar MUITO errado. Mas felizmente deu certo e esse é um dos games mais aclamados por todo o mundo e ao mesmo tempo tão ignorado pela Square Enix, que as vezes acredito que a própria empresa tem um enorme descaso por ele. Mas, ok! aqui no meu blog, ele tem o devido merecimento.

Apesar de ter jogado a sua continuação direta em Chrono Cross, é Trigger que marcou mais por ser o primogênito que sem ele, jamais o outro teria nascido. Sem falar que estamos jogando um RPG com Viagem no Tempo, algo que nunca tinha sido feito na época ou explorado no universo dos games. Você começa bem dizer uma era medieval — Um pouco mais puxada para um futuro — Podendo viajar no tempo e ir para mais passado ainda, não somente em tempos de capa e espada, mas também a pré-história, eras magicas e, claro, o futuro tecnológico.

E mais do isso, era um jogo a frente de seu tempo por conta de sua mecânica e jogatina. Enquanto em outros RPGs, caminhávamos e do nada a tela dissolvia lhe colocando num campo de batalha “diferente“, Chrono Trigger te dava a mecânica toda ali mesmo por onde passava. Você estaria em meio a sua jornada, vendo os inimigos na tela e ao passar por eles a batalha começava, sem espera de loading ou telas se desfazendo para te por numa tabuleiro único de combate. Ressaltando que isso na era do SNES!

O meu contexto para esse game foi joga-lo no PSONE na portabilidade que fizeram com o acréscimo de Cutscenes em anime. Qualquer pessoa que jogou na mesma época que eu, sabe o quanto isso era um big deal. Jogo de RPG com o estilo do Dragon Ball. Eu poderia jogar uma aventura paralela parecida com o anime que mais gostava na época com o estilo do Final Fantasy.

Lembrando a você que aqui foi a primeira vez que a mecânica do jogo e a narrativa se casaram. Pode ser um pequeno detalhe, mas que faz a diferença quando falamos de imersão. Pois muitos jogos de RPG da época, você tinha um número certo de personagens no seu time. Aqui em Chrono Trigger era três que você poderia usar em batalha e quando conhecia o quarto integrante, a história então te apresenta ao End of Time, um local que converge todas as linhas do tempo. Conhece também o Guru do Tempo que diz que você pode voltar ali sempre que precisar e que seus amigos que não estarão em seu grupo ali ficarão, pois a viagem no tempo permite apenas três pessoas indo e vindo. É praticamente o jogo dizendo que você só pode ter três personagens, mas de forma narrativa sem tirar a sua imersão.

Nota: 10,0


Esse foi o meu TOP 10 melhores games contextuais de todos os tempos. É complicado se fazer algo assim e com certeza se fosse feito há uns cinco anos atrás, seria uma lista diferente com games consagrados pela critica especializada e menos contextual segundo a minha ótica atual.

Como eu disse ali em cima, essa lista de jogos é referente a minha opinião e se você leu tudo, entenderá o porque de cada escolha. Assim como vemos filmes e séries ou lemos livros e ouvimos músicas que dependendo do contexto nos toca, esses games também fizeram o mesmo comigo.

Hoje a minha percepção do que é ser gamer, faz parte da maneira como eu enxergo o contexto e a narrativa. Conte você também como enxerga essas coisas e liste o seu Top 10 de melhores games, pois vou adorar saber a sua opinião e também os seus jogos preferidos.


Obrigado pela leitura; Volte sempre!

1 comentário Adicione o seu

  1. Anderson Lage disse:

    Ohohohohoho

    Saiu e já lido. Muito bom artigo, e com todo o toque pessoal que tanto tentam deixar de lado por aí.

    Curtido por 1 pessoa

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