Criticando a Crítica | Riverdale um Guilty Pleasure de Produção

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Guilty Pleasure

Porque eu parei de analisar/criticar filmes, séries etc?! — Existe uma coisa chamada pageview que é aquilo que a maioria dos sites e blogs de hoje correm atrás de conseguir — Fiz muito isso no passado, mas a pergunta que sempre me fiz foi: Porque certas produções fazem tanto sucesso? — produções essas que são, por exemplo; Supernatural, Stranger Things, Heróis em geral entre outros — E é sempre a mesma história, possuem várias temporadas, sendo que entre algumas sempre tem aquelas mais fracas, mas que de fato não há cancelamento após isso, e a série continua no ar, como é o caso de Supernatural

Por isso quero relembrar como é analisar essas coisas. Filmes mainstream daqueles que a distribuidora te chama para fazer volume de analises etc. Mas não vou simplesmente fazer uma analise, vou trazer um step by step de como eu faço uma analise.


Primeiro de tudo devemos separar as análises críticas em duas vertentes: “Crítica Especializada” V.S. “Audiência do Público”. Pois ambas andam na maioria das vezes em caminhos opostos e poucas vezes concordam entre si em determinados aspectos. Pois o que um leva didaticamente o outro vai pelo entretenimento. Isso pode levar a certas incongruências na análise final. Para isso a melhor forma de se analisar algo do tipo é levar em conta muitos outros fatores que são eles:

  • Roteiro; Esse destina-se a estrutura (Começo, meio e fim).
  • Enredo; A história do filme, série etc. 
  • Produção; Qual o tipo? — Em séries é muito comum serem maiores que a direção, como é o caso de Riverdale, por exemplo. 
  • Direção; O caminho que o diretor quer levar. Nas séries ele geralmente tem que caminhar numa direção específica, mas dependendo do que é e do episódio em si ele pode ter certa autonomia criativa. 
  • Fotografia e/ou Direção de Arte; A imagem escolhida para aquela produção, cenários, luz, figurinos etc. 
  • Efeitos Sonoros; Os sons ambientes e a forma como repercute na trama. 
  • Trilha Sonora; As músicas escolhidas ou parte dos efeitos. 
  • Entretenimento; O que julgo na maioria dos casos, o pronto principal. Se no final das contas é divertido de se ver, se cativa ou motiva etc o público alvo. Se é vendável!

Tendo isso em mente, começo a minha análise de determinada produção. Mas vale ressaltar que essa é a minha forma de criticar algo, sendo que outros críticos especializados possuem a sua forma. 

Primeiro de tudo, sempre procuro as reviews mundiais. E costumo me ater pelo Metacritic, mas existem inúmeros sites como o Rotten Tomatoes e o IMBb. E também muitos canais, sites e afins como “Meus 2 Centavos” do Tiago Belotti, ”Cinema em Cena” do Pablo Villaça ou portais como Jovem Nerd e Omelete. Existem inúmeros sites pelo mundo todo para acompanhar as mais variadas informações. Mas para ser fácil, vamos usar aqui o que eu já citei. Sendo esse um conglomerado de reviews, ou seja, ele junta a nota de todos os portais com a média final do público dando esse resultado abaixo.

Riverdale é uma série adolescente inspirada por Twin Peaks

1ª Temporada | Metascore 68 / Use Score 7,4

A primeira temporada de Riverdale teve um metascore de 68 pelas reviews mundiais. Uma nota acima da média e mantendo-se boa, lembrando que “verde” é bom, “amarelo” está na média e “vermelho” abaixo do esperado. A nota dos usuários é de 7,4 o que de certa forma se mantém em igual a crítica especializada. É de fato umas das vezes raras em que ambos estão de acordo em algo. 

Pois bem, como diria “Jack, o Estripador” — Vamos por partes — E toda boa análise tem de ser organizada em sua escrita. Lembrem-se das aulas de português, pois sim, a professora ensina algo importante para quem precisa ir bem no ENEM que sigo sempre que é necessário entregar algo dessa estirpe. A regra da dissertação; Que consiste em um mínimo de cinco parágrafos, que são eles:

  • Introdução ao tema; Você introduz o leitor ao que será dito na análise, os pontos que irá abordar e alguma coisa extra que você pode ou não escrever. 
  • Parágrafo 1; Trabalha com o inicial. Nesse caso de crítica pode começar com estrutura de roteiro, história e até produção/direção. 
  • Parágrafo 2; Fotografia, arte, efeitos e trilhas…
  • Parágrafo 3; Atuações e Entretenimento. 
  • Conclusão; Você fecha sua dissertação concluindo sua análise e dando um veredito.

INTRODUÇÃO

Riverdale é uma série recente do Warner Channel, derivada de um quadrinho da década de 30 publicada pela hoje Archie Comics. Recebendo ao longo desses anos todos muitas roupagens para seus personagens — O que é bem comum nesse universo das HQs — Com desenhos animados, filmes e muitos produtos que fizeram de Archie e seus amigos um produto de sucesso e continua fazendo, até ganhar nos dias de hoje uma nova série adaptando suas personas em situações “mais comuns” para o nosso presente atual. 

Antes de mais nada é bom citar o produtor Roberto Aguirre-Sacasa que muitos devem conhecê-lo como um dos produtores da série musical, Glee. Mas que possui um enorme currículo como não apenas roteirista de séries e filmes, como um dos criativos da própria Archie Comics, que pode explicar a facilidade que teve ao trazer os personagens de Riverdale para a tevê.

Nessa breve introdução, falei qual o canal que se passa a série, a origem da mesma e um pouco do que se trata. Acrescentei ainda um breve parágrafo sobre o produtor e showrunner da mesma. Sendo um informação importante para a análise crítica. 


SINOPSE

Sinopse | Archie Andrews e seus Amigos vivem em uma pequena cidade; Com seus habitantes enigmáticos e uma estranheza sob uma fachada saudável em Riverdale.

Uma breve sinopse sobre o que esperar da série. É bom que seja curta, tendo NO MÁXIMO cinco linhas, que não contenha spoilers mas que de certa forma aguce a curiosidade de quem está lendo.


PARÁGRAFO 1

A estrutura de roteiro para a primeira temporada é bem simples. Trás os personagens que vivem em Riverdale há um bom tempo, introduzindo-os de forma concisa sem precisar explicar quem são eles. Iniciando a trama com a personagem Betty Cooper (Lili Reinhart) em seu quarto, com seu amigo gay Kevin Keller (Casey Cott), conversando sobre o vizinho do lado Archie Andrews (K.J. Apa). Somente por esse início temos a certeza de muitas coisas que não precisam ser ditas, pois os signos visuais e poucas falas dão a entender. Assim segue-se o barco, com a apresentação dos demais personagens. 

Luke Perry, foi parte do elenco. Ator de Barrados no Baile.

A produção resolveu que o gênero da série fosse de crime e mistério junto com o drama pessoal dos personagens. Diga-se de passagem, algo bem comum nas produções audiovisuais de hoje. 

Pois então temos uma história que evoluí com o passar dos episódios. Existe um assassinato e, portanto, um assassino. E a trama central é: “Quem matou Jason Blossom” (Trevor Stines). E junto com os personagens principais, descobrimos evidências e os passos que levam a turma de Archie a encontrar as respostas para esse enigma. 

E levando em conta tudo isso, a direção trabalha episódio por episódio de forma comum, não havendo tanta liberdade para que cada um siga uma linha, pois o todo necessariamente tem de estar uniforme. Mas temporadas à frente algumas coisas mudam nesse quesito, porém, a ideia da série é mais da produção e na maneira de criar de Roberto Aguirre — Quem assiste suas diversas produções entenderá. 

PARÁGRAFO 2

A direção de arte nesse caso é deveras importante. Pois toda a temática de suspense e mistério se dá pelas escolhas de ambientação, palheta de cores na iluminação e a indumentária dos personagens (O que diz muito sobre suas personalidades). A iluminação é sempre de cor fria e predominantemente o azul escuro, com algumas cores quentes como o vermelho para denotar certo perigo em algumas cenas. 

Cole Sprouse de O Paizão e Zacky & Cody.

Os efeitos sonoros se dá destaque apenas em temas simples que acompanham os personagens, dando aquele suspense básico, mas é grandioso quando se diz respeito a trilha sonora. É uma série musicada sendo parte da própria característica do produtor, sendo a música em Riverdale parte da trama. Archie é um aspirante a músico, assim como outros personagens. Mas diferente de Glee, por exemplo, eles não param para cantar e sim incluem as canções na estrutura de roteiro e na criação dos personagens. 

Essas músicas em sua maioria adaptadas dos desenhos animados, seja pelo Hit da época “Sugar, Sugar” ou pelas canções das mais famosas “Josie e as Gatinhas”. 

PARÁGRAFO 3

Não existem muitos atores conhecidos entre os jovens, apenas Cole Sprouse (O Paizão e Zack e Cody) é o mais “famoso” do elenco, diferente dos adultos que foram famosos no passado por outras séries, sendo aqui em Riverdale os pais desses. E é nessa parte que entra uma boa sacada na hora que escolheram o elenco — Que a propósito faz jus a etnia e características de seus familiares que apesar de não serem muito conhecidos, tiveram suas escolhas baseadas em muitos fatores. Costumo dizer que a interpretação hoje em dia não é levada tanto em conta, até porque se você possui um bom diretor e uma boa história, consegue arrancar algo satisfatório de seus intérpretes. Então o mínimo exigido foi serem atores preparados. Que tiveram uma boa química em cena e juntos constroem o que julgo ser o ponto forte do seriado: Os Personagens, pois é a maneira ideal de se manter uma produção como essa, fazendo assim seu público identificar-se. Seja por ser o mais querido e até mesmo aqueles que amamos odiar. O melhor casal do qual “shipamos” e assim por diante. 

Camila Mendes é filha de pais brasileiros, Co-Protagoniza a série…

CONCLUSÃO

Em suma apesar de Riverdale ser uma série comercial, feita para entreter o seu público-alvo, é produzida com esmero e cuidado e nunca de qualquer jeito. E mesmo que há certos furos de roteiro, consegue segurar-se ao mistério e em seus personagens, completando com uma boa musicalidade a adaptação de um Archie de mais de 70 anos na cultura pop. É então uma boa série e um ótimo entretenimento para se fazer maratonas; A terceira temporada ganhou data para chegar ao catálogo da Netflix. Os episódios serão adicionados em 9 de outubro, no mesmo dia que a quarta temporada estreará na televisão pelo Warner Channel às 21H40 no horário de Brasilia.

Em si essa é a estrutura básica que costumo usar em análises críticas. Claro que tudo pode ser feito de muitas outras maneiras, como esse próprio texto escrito de forma didática. Mas poderei trazer muitas outras formas textuais no futuro. 


A parte final seria a nota da primeira temporada. Sigo esse formato acadêmico de notas:

  • Roteiro = 4 : De cinco pontos dados para estrutura de roteiro, tiro um, pois como citado textualmente existem certos furos, não gritantes mas que de certa forma está ali
  • Enredo = 5 : É um enredo de uma série de mistério e terror para um público jovem adulto. Muitas coisas precisam ter suspensão de descrença e cativa pelo seu enredo
  • Produção = 5 : Roberto realmente trás aquilo que sabe que vende, tal como Glee que trás uma porção de seguidores. Ele sabe vender uma série
  • Direção = 4 : Acompanhando o roteiro os diretores fazem o que podem e mantem-se em paralelo na nota
  • Fotografia e/ou Direção de Arte = 5 : Como eu disse, impecável sem alterações. Assim como para as colocações abaixo.
  • Efeitos Sonoros = 5
  • Trilha Sonora = 5
  • Entretenimento = 5
  • Total: 38

São 8 itens que possuíram análise no decorrer da crítica, cada um recebe uma nota específica, tal como eu disse. Somando todos esses valores (38) dividindo pelo número de itens analisados (8).

38 / 8 = 4,75

= 4,

Resultado final veio com valor quebrado, então tomei a liberdade de arredondar a nota.

Em suma é até uma boa avaliação. Sendo 4,8 de 5,0 e há quem diga que isso é “sacanagem”, pois quase chegou ao máximo; Essa é a maneira como eu avalio, não dando perfeição pois acredito que há pontos a serem melhorados mesmo sendo pouco.


Tudo isso para dizer que eu não mais avalio produções. Não gosto, cansei e não acredito que a minha escrita valha a pena ser traduzida em reviews e criticas vazias que eu sei que ninguém as lê; Apenas procurando pela nota final. Apesar de ter mostrado como é a minha forma de avaliar algo, apenas a fiz para mostrar como que eu avalio a mesma. Não sou Critico Analítico. Muito menos entendo de algo, mas se há algo que eu posso dar a minha carteirada é a publicidade, propaganda e o marketing. Como sou formado eu posso avaliar as produções sobre esse olhar.

Não sou critico, muito menos alguém que entende de cinema ou televisão. Sou escritor e colunista que trás por meio da escrita textos com informações e curiosidades com a minha visão e estudos de determinados assuntos, sempre aberto para receber ao comentário dos meus leitores.

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