Um Palhaço e Um Parasita

Artigos/AutoraisCinema: Oscar 2020 – Joker e Parasite (2019) | Cinema, Séries & TV

Talvez o que muitos não saibam é que parei de acompanhar os filmes dos Oscar há algum tempo. A última vez foi em 2017 em que até um podcast especial eu fiz junto de um amigo.

Acompanhe aqui:
AboutCast | 89th The Academy Awards – The Oscars.

Hoje em 2020 estou tentando novamente maratonar o número máximo de filmes que posso para voltar a acompanhar novamente a cerimonia, com a diferença de que não irei gravar um novo podcast. Primeiro porque há sim um problema do programa ficar datado, por mais que exista ali uma “crítica” a esses filmes, ainda assim ele foi criado como uma especie de aposta para os vencedores.

Trairei aqui um pouco do que senti ao ver os filmes dessa que será a 92ª The Academy Awards


Parasita e Coringa

Mas o que esses dois filmes tem em comum, sendo ambos bem diferentes um do outro?
Talvez a forma como trata seus personagens marginalizados e a maneira como esses são inseridos no mundo comum de suas obras.

Coringa é um filme dirigido por Todd Phillips e estrelado por Joaquim Phoenix, tratando sobre a origem — Ou não! — Do maior vilão do universo do Cavaleiro dos Trevas, o Batman. O filme que teve uma média de 59 no Metacritic segundo a crítica especializada e uma nota 9,1 segundos os usuários. Já o Rotten Tomatoes a critica tem 69% da aprovação contra 88% da audiência, sendo bem equiparado e trazendo sim algo grande para os fãs e um pouco menor na opinião da critica.

Talvez a ideia de retratar uma Gotham City dos anos 80 de forma decadente e inspirada pelo clássico Taxi Driver do diretor Martin Scorsese, não tenha sido uma boa sacada e, portanto, massacrada pela critica. É sim uma boa ideia para ambientar a história de Arthur Fleck, dando um motivo para a existência do personagem; sendo o Coringa antes de mais nada um filme de que o caracteriza. Toda a ambientação faz parte exclusivamente de sua criação e nada mais.

Por sua vez vemos Parasita, filme do diretor Sul-Coreano Joon-ho Bong, tratando-se de um filme politico e socialista — Como boa parte de sua filmografia — Trazendo uma critica ao seu país e o momento atual em que vive a Coréia do Sul. Diferentemente do filme sobre o Agente do Caos, aqui temos uma visão e diferenciação de classes sócias e como ambas se destoam dentro da trama. Parasita teve uma média de 96 no Metacritic segundo os críticos e uma nota 8,9 segundos os usuários. Já segundo o Rotten Tomatoes a critica tem 99% da aprovação contra 93% da audiência, sendo bem acima e anda assim diferenciada da audiência normal.

A principal discussão aqui é: “Quem é o parasita“? — Vemos logo no inicio do filme, que a família tenta encontrar e ‘parasitar‘ algum Wi-Fi em aberto. Ou tentando trabalho de dobrar caixas de pizza. Eles moram bem afastados de qualquer casa de classe média, praticamente no ‘esgoto’ da Coréia do Sul. Ao contrário das famílias ricas, totalmente inocentes quanto ao resto do pais. Em que uma chuva gostosa e refrescante é ao mesmo tempo um terrível problema para quem mora em lugares onde é possível ter alagamento.

Esse filme em especifico teve um enorme sucesso, pois apesar de ser sobre um pais em especifico, ele consegue ao mesmo tempo ser global para com o resto do mundo, sendo assim de fácil identificação para com qualquer nacionalidade. Como brasileiro, consigo enxergar a falta de saneamento básico e a diferença de classes que há em paralelo entre Córeia e Brasil. Onde mesmo que um parasita possa erradicar uma família até então, “não corrupta”, mas que ao mesmo tempo possa não enxergar que o problema não está no “cheiro”.

Coringa e Parasita são filmes bem diferentes, mas que se compartilham em determinados aspectos, mostrando que quem está no topo não se preocupa com quem anda pelo esgoto. São filmes que abordam diferenças de personagens, sendo em Parasita o mais importante a discussão entre o indivíduo que vive à custa alheia por pura exploração ou preguiça; Ou de um organismo que vive em outro organismo, dele obtendo alimento e não raro causando-lhe dano.


Apostas do Oscar 2020

Parasita para melhor montagem; Sua sequencia de cenas são incríveis e que complementam a narrativa do filme. Editor Jinmo Yang.

Parasita também merece indicação a melhor Direção de Arte; seguindo a premissa que a fotografia em determinado mostra a real situação da diferença de classes. Lee Ha Jun e Cho Won Woo.

E claro para melhor Direção de Joon-ho Bong; se irá ganhar, não acredito muito levando em conta que o Oscar dificilmente aprova diretores de fora dos EUA, mas que levara com total certeza o de melhor filme estrangeiro.

Para melhor ator, para Joaquim Phoenix, pois como disse ali em cima esse é um filme de personagem o que é muito justo que ganhe como melhor ator.

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