O Planeta Sempre Precisa ser Salvo | Final Fantasy VII Remake

Artigo/Autoral | Videogames — Análise/Crítica | “O Planeta Sempre Precisa ser salvo” | Final Fantasy VII Remake

O ano era 1998 e recentemente eu tinha ganhado o meu PlayStation (PSone), por influência dos meus primos e por ser na época a última geração, então consegui convencer meu pai a comprar. E essa foi uma grande mudança em minha vida como gamer. Conhecer os grandes títulos que hoje fizeram a diferença na Industria dos Jogos Eletrônicos.

Foi assim, indo na casa do meu primo que conheci pela primeira vez a Saga Final Fantasy; Pelo oitavo titulo vim a perceber que os J-RPGs mudariam a minha vida em 360° — Pois hoje eu volto de uma volta inteira, para o mesmo local, mas não da mesma maneira — Pois foi quando eu decidi comprar o Final Fantasy VII que mudei o meu destino para sempre. Conheci bons amigos por conta do jogo e muitas outras pessoas e em tantos lugares que ligados ao FFVII, ficará para sempre gravadas nas minhas memórias como boas lembranças.

Lembro-me do pequeno Diego Ramon se aventurando inúmeras vezes na pele de Cloud Strife e ao lado de seus amigos da Avalanche em busca de salvar o planeta da Corporação Shinra e do vilão, o temível Sephiroth. Foi o jogo que eu mais joguei na época. Era meu refugio e para tudo, os personagens eram os meus melhores amigos que agora estava me reencontrando com eles que tanto me fizeram bem no passado.

Já falei da Demo do Jogo nesse link:
Demo | Final Fantasy VII Remake: Salvando o Mundo mais uma vez.

Falei também do clássico aqui:
As Crônicas de Final Fantasy VII | “A Nostalgia de um tempo que não volta mais”.

Tudo começa com a abertura e sua musica Prelude composta pelo gênio Nobuo Uematso. Com a imagem da Buster Sword na tela de seleção de um Novo Jogo. Não igual mas semelhante quando encarei o clássico pela primeira vez. E assim que escolho essa opção, vejo a grande abertura refeita, mostrando muito mais que apenas estrelas e uma breve garota. Vemos o mundo que vamos jogar, dentro da própria Midgar que por volta de 50 horas de jogo, estarei em busca de respostas, aventuras e de me reencontrar com velhos amigos de longa data.

É um novo jogo e pois refizeram tudo e mantiveram, claro, a história que tanto conhecemos e amamos, mais aprofundada com a adição da nova geração. O que antes não tínhamos uma dimensão dos fatos ocorridos, hoje temos certeza dos atos narrativos dentro da própria trama do jogo. Seus feitos dentro da primeira missão ao detonar o primeiro reator, desencadeia uma explosão que pode permear por boa parte do gameplay.

Gráficos, vozes e a última geração atual fazem da narrativa algo melhor. Temos agora uma noção do que impacta na vida dos personagens. Agora eles possuem voz e a interpretação dos atores para que ganhem vida que antes apenas a suspensão da descrença poderia dar. Não somente vida de um ator de carne e osso, como a tecnologia deu expressão facial aos atores e o motion capture movimentos que beiram o real.

Hoje as coisas são diferentes e jogos que antes não tinham capacidade quase não tem espaço sendo melhor a verosimilhança entre o personagem em 3D para com o gamer. Um realismo importante para FFVII — O primeiro da geração PlayStation e aquele que mais do que nunca merecia um remake — O fato é de que o velho sistema por turno, não vem agradando muito os fãs atuais e as vendas sendo fracas nesse estilo.

Quando jogava, amava o estilo de combate (e ainda gosto, claro) mas os jogos atuais como The Witcher 3, Horizon Zero Dawn entre outros, mostraram-me que a atual geração precisa de algo mais crível. Jogos que possam “beirar esse realismo” no combate e na forma como evoluímos os personagens.

Final Fantasy VII Remake trás muitos desses conceitos. Uma batalha mais dinâmica, sem paradas ou rodeios que ali e agora você faz história e gameplay de uma forma nunca vista antes na saga. Você começa o jogo e luta contra os Soldiers. Eles aparecem, andam até você e interagem com tudo a volta. Sem dizer o fato de não existirem mais meros inimigos sem importância narrativa. Por exemplo, no reator até mesmo os inimigos mais estranhos são maquinas de combate desenvolvidos pela própria Shinra. E os monstros, são criaturas ou do próprio planeta (os animais bestiais) ou também biologicamente criados pela companhia elétrica.

Apesar de ter fantasia no seu nome/titulo o sétimo jogo da franquia, tem como subgênero da ficçãocientifica o Cyberpunk. Histórias da literatura que trabalham com a alta tecnologia em um mundo distópico em que há também muita pobreza em meio ao caos. Vemos isso para com a Corporação Shinra dando tudo do bom e do melhor para quem mora na parte alta de Midgar e dando pouca importância para os moradores dos slums — as Favelas — Que moram abaixo desses em que pouco da luz solar entra por entre as frestas do céu metálico em formato de “pizza” como diria o personagem Barret Wallace.

E para aqueles menos abastados não há quem lute, a não ser pela Avalanche que auto se denomina Eco-terroristas com a missão de acabar com a Shinra, tirando da própria a fonte de vida do planeta — o Lifestream — Esse responsável por dar vida a todo Gaia. Numa breve explicação significa que tudo é feito dessa substância; As árvores, plantas, animais e até mesmo as pessoas e quando algo ou alguém morre, parte dessa energia retorna para o planeta e ganha nova vida a partir disso. É o ciclo sem fim basicamente, mas se essa energia for sugada, o planeta não terá mais como existir e a morte prematura se torna eminente.

E assim, se faz essa trama tão rica e ao mesmo tempo tão crítica até mesmo no período atual que vivemos. Os jogos podem refletir a realidade e nos fazer pensar e esse, é só mais um exemplo de uma história atemporal, a frente de seu tempo que como podemos perceber se faz necessário ainda para os dias de hoje.

Final Fantasy VII Remake está disponível para PlayStation 4 — Ainda sem data definida para outros consoles ou o PC — Está com notas altas nos reviews mundiais, sendo a nota geral de 9,4 no IMDb pela média dos usuários. No Metacritic com 87 no Metascore da critica especializada e 8,0 da média final dos usuários; E mantendo-se em paralelo ainda como um bom jogo entre ambas as partes. Vale muito apena para quem é fã de longa data e com certeza é feito também para atrair novos jogadores.

A Square Enix fez um bom trabalho de adaptação, sem perder o lado Final Fantasy, mas também reinventando e trazendo um game saudosista, criativo sem perder o brilho próprio que tanto amamos.


Leia também a análise/crítica em Proibido Ler

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